Areias comoventes
A matéria paradoxal da areia, ao mesmo tempo fluida e sólida, revela as marcas evanescentes da Viagem, na escala do passo, do caminho ou da duna.
Solidões marinhas
O maravilhoso e majestoso entrelaçamento de terra, água e céu, numa praia abandonada, abre-nos a viagens interiores sem limites.
Pátina
O tempo que passa revela as suas peles como uma partitura musical revela as suas faixas. Faz vibrar em nós o sopro de vidas passadas.
Sob o nevoeiro indistintamente
O nevoeiro ensina-nos a beleza do indistinto, a sabedoria da incerteza e a metamorfose da paisagem.
Aberturas
As aberturas são os olhos do Habitado. Esses limiares espessos manifestam a presença da ausência. Elas abrem para o tempo longo.
As essências do espaço
A encenação das árvores solitárias permite estruturar a paisagem e revelar o seu sentido.
Espaço de memórias, memória do espaço: A Cartoucherie
O olhar de três fotógrafos de Toulouse cruza-se sobre um local em transição.
A palmeira dorme, a palmeira morre
O desaparecimento de um palmeiral, da sua vida vibrante ao seu assoreamento, torna visível a subida das águas oceânicas.
As sentinelas da paisagem
A árvore é o duplo paisagístico do homem, o tempo longo e o símbolo do equilíbrio entre céu e terra.
Torun e poeiras
Uma viagem entre Torun, cidade de Copérnico, e Toulouse, capital europeia do espaço, interroga-nos sobre a visão do outro.
Zakopane sob a chuva
Zakopane, empoleirada nas montanhas polacas, lugar de concentração de artistas reconhecidos, vibra com lugares habitados.
Artes Muras
O universo visual das nossas cidades abriu-se aos grafites e tags. Eles participam na mutação de uma nova arte urbana.
Emoções na terra dos Dogon
A confluência de uma cultura ancestral e de uma natureza caótica devolve-nos a imagem de uma harmonia original.
Reenquadramentos urbanos
O reenquadramento, a re-apresentação da cidade pela fotografia, ergue-a como cenário de uma mitologia quotidiana, como espaço de memória.
Desertos Habitados
O deserto é habitado por povos livres e modestos que desafiam condições naturais e climáticas absolutas.
Ai ai ai
A riqueza visual dos cactos, associada ao uso da macrofotografia, convida-nos a deslizar por uma infinidade de mundos estranhos.
Pulsação de árvores
O motivo isolado da árvore “genealógica”, elogio do tempo longo, remete-nos para a imagem da eternidade e da arquitetura perfeita.