Só permanecem:
Árvores, humildes intemporalidades vegetais.
Construir seu caminho para o céu:
Árvores, duplos paisagísticos do homem que ergue os braços ao céu.
Fazer crescer raízes celestes:
Árvores, vínculos vivos entre o céu e a terra.
As sentinelas da paisagem:
Árvores, pontuações vivas, sentinelas de nossas existências.
O vento que nos faz viver:
Árvores, músculos e coreografia da paisagem.
O horizonte das estradas:
Árvores, linhas de fuga imaginárias.
Os candelabros do crepúsculo:
Árvores, sombras escuras dissolvidas no espaço e na luz.
As auréolas de claridade:
Árvores, brancuras na densidade do real.
As mitologias espaciais:
Árvores, epifanias vegetais.
A harmonia dos contrários:
Árvores, unicidades orgânicas diante da profusão organizada.
A eletricidade da paisagem:
Árvores, energias da viagem.
As linhas da vida:
Árvores, caligrafias vivas enroladas em torno de um ponto focal.
A violência do renascimento:
Árvores, árvores da vida.
Estrutura temática do livro "As essências do espaço".















